As bruxas estão soltas!

Em 1 nov 2016

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As bruxas sempre me pareceram muito simpáticas. Gosto daquela ideia de sair por aí voando em uma vassoura e com um chapéu pontudo na cabeça. Ser bruxa não necessariamente é ser do mal: elas também fazem o bem. E se elas existem? Ah, sim, elas existem!

Nos últimos dias, pré e pós-eleições, me senti como se tivesse retornado à Idade Média! Diante disso e das comemorações do Halloween, festa esta que teimamos em importar, acho devemos nos lembrar das bruxas que foram queimadas na fogueira pelo simples fato de serem mulheres questionadoras. Também devemos lembrar das bruxas da Disney, que sempre nos amedrontaram quando crianças, mas que eu tive o prazer de encarnar algumas vezes quando era atriz de teatro infantil. Bons tempos!

Também é pertinente lembrarmos das bruxas do cinema: as de Eastwick, as de Salém… a Bruxa Má do Oeste, Elvira, Sabrina, Hermione e Sarah Jessica Parker em “Abracadabra” antes da explosão “Sex And The City”.

Fora a Idade Média e muitas outras teorias, parece que o que conhecemos como o Dia das Bruxas nas bases atuais começou por volta de 1500 e 1800, quando fogueiras passaram a ser usadas para queimar joio celebrando o fim da colheita e significando o rumo a ser seguido pelas almas cristãs.* É claro que tudo isso foi muito mais difundido em terras norte-americanas, mas a gente sempre acaba absorvendo algumas coisa, né?

Halloween? “Viva a cultura brasileira!”, dirão alguns.  Não quero entrar no mérito da antropofagia norte-americana, mas se assim for acredito que a Cuca do Sítio do Pica-Pau Amarelo tenha dado a sua contribuição nacional nas palavras de Monteiro Lobato.

Bom, se é assim, vamos abrasileirar as coisas: viva o dia da Cuca! E que não tenhamos mais bruxas queimadas em praça pública, seja pelo motivo que for. #ficaadica

*Fonte: http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/10/151029_origem_halloween_rb (acessado em 31/10/2016).

 

Imagem: Freepik

 

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