Envelhecendo? Nevermind!

Em 27 set 2016

25 anos de “Nevermind”? Ok, este é um post para maiores de 35 anos.foto post nirvana

A gente sabe que envelhecer faz parte da cronologia natural da vida. Melhor ficar velho do que ir embora antes, já diz o ditado (que acabei de inventar agora). Você percebe que algum tempo já passou quando não consegue fazer algumas atividades comuns que conseguia aos 12 anos, como dançar frevo, por exemplo (oi?!). Mas há certas notícias que surgem e te jogam na cara que você realmente envelheceu. No meu caso, saber que “Nevermind”, o álbum icônico do Nirvana lançado na década de 1990 está completando 25 anos realmente me chocou. Como assim já se passaram 25 anos?!

A verdade é que com as novas mídias e tecnologias nos trazendo informações em uma velocidade monstruosa parece que o tempo passa cada vez mais rápido. Aquilo que foi ontem tem mais ou menos uns 3 anos e um evento que ocorreu há um ano, na verdade já tem 10. É duro, amiga, duro.

Em 1991, quando “Nevermind” foi lançado, eu tinha 11 anos. Início da pré-adolescência e do interesse pelos ídolos da música. Em meio ao desespero dos pais de um adolescente e dos hormônios gritando, o Nirvana foi uma banda que surgiu, dentre outras, em Seattle, uma cidade americana industrial, improvável para se tornar um nicho cultural, mas que conquistou e surpreendeu quase todos os seres vivos da época, pelo menos os da minha idade. Afinal, “smells like teen spirit”!

O Nirvana talvez tenha sido uma quebra musical, um fechamento de ciclo, daqueles que vamos demorar muito tempo ainda pra ver de novo. Eu ainda não vi novamente, pelo menos não com aquela intensidade, mas talvez tenha ficado velha pra continuar acompanhando a cena musical também com aquela intensidade de antes.

E é por ter sido esta “quebra” em meio aos acordes rasgados e a voz gritada de Kurt Cobain que nos surpreende o quanto o tempo passou rápido. Num piscar de olhos, de repente 30 (e um pouco mais). Parece que foi ontem que eu estava naquele quarto repleto de pôsteres de ídolos do rock grudados na parede!

Mas ficar velho é bom, gente! Olhar pra trás e lembrar que vivemos essas coisas traz até um certo aconchego embrulhado em melancolia. Os 25 de hoje se tornarão os 40 de amanhã e continuaremos tento muita história pra contar. E se bater um desespero, não se preocupe: tem sempre um botox pra salvar! Nevermind, baby!

 

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