Multitarefas ou Loukuras do Século XXI

Em 13 dez 2016

35535-o04f4hJá disse por aqui que ninguém é uma coisa só. Nascemos com vários talentos e tantas outras características (boas e más), que muitas vezes nem descobrimos durante toda a vida. Mas a verdade é que estamos cada vez mais múltiplos e acumulando multitarefas! Para uma geminiana, como eu, nem se fala: impossível ser uma só!

Ser multifocal ou não estar concentrado em um só uma coisa, com um só foco, já foi visto como algo ruim. “Por que você não faz numa coisa só?”, “Cuidado, você vai se perder!”, “Mas precisa fazer tanta coisa assim?” foram frases que ouvi durante muito tempo. Contudo, depois da consagração da geração Y (me incluo nela), isso se tornou mais aceitável e plenamente de acordo com as loucuras do século XXI.

Para as mulheres do século XXI então, nem se fala: somos múltiplas, exercemos vários papéis diários e damos conta de tudo! Trabalhamos, estudamos, somos mães (seja de bicho ou de gente) e por aí vai!

Falando da geração Y (ou geração Millenium), excessivamente conectada e plenamente acostumada e criada sob a égide da era digital, esta se desenvolveu sob o aspecto da efemeridade e da rapidez de circulação de informações. Portanto, a regra é: se não se sente à vontade aqui, vá pra outro lugar; se acha que está muito parado, vá em busca do movimento; se está chato, crie algo divertido, etc.

Por fazer parte desta geração (segundo pesquisas no Google, quem nasceu de 1980 pra cá pertence à geração Y), sei muito bem como é isso. Não gostar de uma coisa só e se interessar por várias. Ser advogada, atriz, roteirista, produtora, blogueira… Ufa! Tudo certo! O importante é saber dividir a hora de cada tarefa pra não se perder. A verdade é que os momentos que tentei fazer ou ser uma coisa só me senti extremamente incompleta. Fazer várias coisas e ser várias faz parte de mim e é assim que me sinto feliz. Já disse que sou geminiana! Quer argumento mais convincente?!

Por estas e outras, um dos meus ídolos sempre foi o David Byrne. Apesar de ele não fazer parte da geração Y (ele tem 64 anos com corpinho de 60), poderia muito bem se inserir nela: multi-instrumentista, escritor, artista plástico, diretor de cinema, vocalista da banda Talking Heads… Até cansa! Desde que conheci a característica multifacetada deste cara, disse que queria ser ele quando crescesse!

Bem, como ele, muitas coisas diferentes no meu dia-a-dia eu já faço. Falta só, digamos… A conta bancária?! É só um detalhe! O que importa mesmo é ser feliz. Parafraseando Mr. Byrne: “nothing, but flowers”.

 

Crédito da imagem: Freepik

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