Oh, Bob!

Em 18 out 2016


Ser diferente é normal, como já se diz por aí. Quebras de paradigmas antecedem novas eras. Mudanças sempre geram polêmica. “Seja a mudança que você quer ver no mundo” (calma, isso não é um post de autoajuda). Só sei dizer que tudo o que é diferente agrada à Louka! Logo, Bob Dylan Nobel, diferente, quebrando paradigmas e gerando polêmica lacrou a semana!

Bom, concorde você ou não, o debate do momento envolve a figura de Bob Dylan, grande ícone da música americana, que faturou o Prêmio Nobel de Literatura de 2016. A quebra de paradigmas que se deu com este anúncio, transformando o músico no primeiro astro pop a ser contemplado com o prêmio dividiu opiniões. “Será que ele merece?”, alguns indagaram. O fato é que a academia sempre foi muito tradicional em suas escolhas e optar por esta espécie de laureado, de poucos livros e muitas músicas, tomou muita gente de assalto.

A justificativa da escolha, segundo a própria academia, se deu pelo fato de que Mr. Dylan criou “novas formas de expressão poética” através de suas músicas. De fato, narrativas extensas em músicas como “Hurricane”, que nos fazem adentrar e viajar por tramas dignas de roteiro de filme em muito têm a ver com o trabalho dos poetas contemporâneos.

Tipo: Renato Russo, que também foi lembrado esta semana pelos 20 anos de sua morte, criou narrativas musicais tais como Bob, seja em “Eduardo e Mônica”, seja em “Faroeste Caboclo”, canções nas quais entramos pelo caminho de prestar atenção na letra e esquecer de cantar a música… Até porque dou um doce pra quem souber “Faroeste Caboclo” de cor! Brincadeira, tá? Vai que aparece alguém!

Renato Russo não seria um poeta? Pois eu daria o Prêmio Nobel pra ele só pela sua existência! Assim como fiquei feliz com a conquista de Dylan que, além do Nobel, também já possui outros prêmios, tais como Oscar, Grammy e Globo de Ouro.

Tirando o fato de Bob Dylan não ser considerado dos melhores instrumentistas ou cantores (eu, particularmente, acho um charme), a questão é que o cara está aí com várias condecorações e uma carreira de dar inveja. Ou melhor: não está nem aí, porque parece que ele não se pronunciou até agora sobre o Nobel!

Respeito as opiniões divergentes, mas seja como for, ser gênio e não ligar pra isso é pra poucos. Ah, Bob, congratulations!

 

 

 

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