Olimpíadas Rio 2016: impossível ignorar!

Em 9 ago 2016

Imagem post olimpiadas“Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça…”

Não adianta fugir: morar no Rio de Janeiro com as Olimpíadas rolando? Impossível não falar sobre isso! Tentei mudar de assunto, levar uma vida normal, mas não dá, porque é tudo tão grandioso que você acaba contagiado pela energia que paira sobre a cidade. Tem mais é que se jogar na loukura e ser feliz!

Apesar de adorar o Rio de Janeiro, eu sempre fui uma crítica das condições da minha cidade. Sabemos das mazelas que nos cercam, dos problemas com segurança, etc., mas o clima de esperança de que dias melhores virão acaba por nos tomar. Espero que realmente esses dias cheguem quando o evento terminar! Estou pensando até em fazer promessa…

Confesso que estava com medo de a cerimônia de abertura não dar certo, mas apesar dos parcos recursos, foi uma festa que emocionou na dose certa e deu conta do recado, mostrando ao mundo que temos competência pra absorver um evento deste porte na raça (algum gênio inventou a #chupamundo; só não sei quem foi e, portanto, não posso dar os créditos, mas adorei).

Falando mais especificamente dos atletas, sabemos que o Brasil veio com uma delegação de quase 500 deles desta vez (465, pra ser mais precisa). Vê-los entrando na festa de abertura por último, fazendo as honras de protagonistas, foi um momento pelo qual todos esperávamos. Tipo: “agora é nóis, mano!”

Os atletas independentes tiveram meus aplausos, pois acho que tomar as rédeas do seu destino e vir a um evento mundial com a cara e a coragem é de uma bravura ímpar! Os atletas que este ano vieram na primeira delegação de refugiados da história então, nem se fala! Estes estão driblando todas as dificuldades que uma guerra estúpida os impôs e daí veio o principal motivo de terem sido ovacionados na abertura das Olimpíadas! É muita força e determinação, coisa que inspira a gente! Destaque maior para a atleta Yusra Mardini, a nadadora síria de 18 anos, que escapou do atual conflito existente no seu país nadando e ainda ajudou a salvar várias pessoas ao empurrar o barco que as levava! Todas as palmas para ela! É muito amor envolvido!

Não poderia deixar de mencionar a medalha de ouro de Rafaela Silva no Judô: foi bom demais! Ela definitivamente nos representa! Destaque também para a primeira medalha (e também de ouro) para o Kosovo, território originário da antiga Iugoslávia, conquistada pela judoca Majlinda Kelmendi! Parabéns!

Voltando à história da cidade maravilhosa, neste mês de agosto o Rio de Janeiro está repleto de coisas pra fazer ligadas ao evento. Há vários lugares para ir e aproveitar o momento que estamos vivenciando: as casas temáticas que vários países abriram para divulgar seus aspectos culturais são bem interessantes; os novos espaços revitalizados que ficarão como legado são de visitação obrigatória pra quem está aqui; a pira olímpica do povo no Centro da cidade é muito legal. Enfim, é o espírito olímpico batendo como um delicioso vento fresco de inverno (bom, vocês sabem que eu gosto de inverno).

E o que acontecerá depois dessa festa toda? Dias melhores virão? É o que a gente espera, mas só o futuro saberá responder. Convém aproveitar o momento histórico e torcer pra que o clima de paz permaneça. Afinal, não sendo nada criativa, sou brasileira e não desisto nunca!

E pra finalizar, me explica só mais uma coisa? O que foi a Gisele Bündchen, desfilando na cara da sociedade e com aquele vestido dourado? #chupamundo

 

 

 

 

 

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