Patinete da Discórdia

Em 27 maio 2019


Sensação de liberdade, cabelos ao vento, volta à infância, diversão, meio de transporte alternativo, contato com a natureza, novas formas de sustentabilidade, facilidade de locomoção, economia de dinheiro de taxi, novidade, buraco no meio do caminho! Eita! Joelho ralado, dois dentes a menos! Esquece!

Não se fala em outra coisa no Rio de Janeiro: os patinetes elétricos viraram mania e todo mundo saiu usando. Todo muito, não! Calma! Menos eu, né?

Coitado do patinete… Confesso que eu até estava me empolgando pra dar umas voltinhas por aí, desfilando minhas habilidades de equilíbrio nato (#sqn) na cara da sociedade! Mas foi só eu olhar o aplicativo de forma rápida pra ver como funcionava pra um colega cair num buraco de 10 cm na rua e quebrar o braço. Desisti! Alguém me contou que num só dia uma enfermeira costurou 3 queixos num hospital por conta de quedas em patinetes num determinado lugar. Ah, para! Nunca quebrei nada! Não vai ser depois de velha que eu vou quebrar! Desisti de novo.

Aqui no RJ já vi tantas situações bizarras na praia de Copacabana envolvendo os usuários de patinetes que dá frio na barriga só de lembrar: homens barbados apostando corrida, mães desatentas andando num só patinete com seus filhos sem nem saber andar sozinhas, patinetes largados no chão no meio de praças, isso sem falar nos roubos! É, acho que o carioca não está preparado para um evento deste porte.

Isso sem falar que a gente, que não usa patinete, tem que ficar atento do mesmo jeito, né? Porque pode vir um louco, surgindo do nada, pronto pra passar por cima de você, como se não houvesse amanhã! Coisa de doido mesmo, fia!

Acho que a intenção da cidade e da empresa que instituiu o tal do patinete por aqui foi das melhores. Afinal, o Rio de Janeiro favorece práticas de esporte ao ar livre e formas alternativas de se transportar de um lugar pra outro. Mas repito: não estamos preparados para um evento deste porte, gente!

E não é só a questão da regulamentação e do uso do capacete: é também o fato de saber lidar com aquilo ali. Sim, porque a pessoa pensa que é brincadeirinha de criança, que é fácil, tudo certo, mas esquece que o tamanho do corpo em relação a quando era pequeno mudou, né? E muito! O negócio é motorizado, gente! Se liga!

E o pior, quem está em cima do verdinho nem precisa correr muito: como faz com os buracos e pedras no caminho? Como faz com o desrespeito às regras de trânsito? Eu, hein! Já bastam as pedras no caminho que encontro na minha vida! Dramática, eu, né? Sorry! Mas é que eu pretendo manter o meu nariz do jeito que ele está e no lugar onde está, sabe?

Agora estamos em atual momento de suspensão dos serviços para as devidas adequações. Sinceramente, pensei que alguém morreria para que isso tivesse que acontecer, mas ainda bem que foi antes do pior! Provavelmente, daqui a pouco o patinete vai voltar. Acho digno, a ideia é boa, mas desde que acompanhada de capacete e joelheira! E também de boas condições de vias públicas. Isso sem falar na educação e consequente conscientização do povo, né? Porque senão, até nós que não fazemos uso dos serviços estamos em perigo!

Loucura total, filha! Logo eu, que no início me imaginava andando de patinete pelo Centro da cidade, de saltinho e bolsinha pendurada, com os cabelos ao vento, como se estivesse num filme europeu… Desisti na primeira notícia próxima de braço quebrado seguido de fisioterapia!

Portanto, não seja louca: vai usar? Usa, mas coloca o capacete! Se puder usar armadura, melhor. Não vai usar? Cuidado com os coleguinhas que desfrutam da mesma coletividade e paisagem que você. A gente também tem família, sabia? Assim o patinete volta e todo mundo fica feliz! Feliz e seguro!

E Prefeitura: dá um jeitinho nos buracos e nas pedrinhas nada a ver no caminho? Braços, pernas e dentes agradecem. Que eles continuem firmes no mesmo lugar! Pronto, falei!

Bjs!

By Andrea Nascimento

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