Pra início de conversa: o que é ser Louka ou manifesto pela Loukura

Em 17 maio 2016

 

Em uma entrevista coletiva…

_ Dra. Andrea, a senhora pretende tratar sobre a loucura no seu novo projeto, do seu novo blog?
_ Eu? Imagina!
_ Mas a senhora não pretende abordar os problemas psiquiátricos da humanidade nas suas colunas semanais?
_ Claro que não. Nunca faria isso!
_ Mas então, o que a senhora pretende?
_ Eu? Nada! Já disse que sou Louka!

Não se trata de um blog sobre loucura. Não. Jamais eu teria escopo e embasamento para isso. Não sou psiquiatra, não ou psicóloga, nem doida o suficiente pra tecer uma tese complexa sobre o tema. Ser Louka (com k), pelo menos no que se restringe a este humilde site, é a capacidade de se poder ser o que se é.

Ter coragem de ser o que se é dá trabalho. Num momento de tanta intolerância, independente de credo, posição partidária ou filosofia de vida, assumir ser o que é ficou desgastante. Fico muito #chateada quando ouço comentários sobre as escolhas das pessoas ou sobre simples características que as levam a assumirem o que são.
Há aquele filme “A pessoa é para o que nasce”. Se eu disser que vi este filme, estarei mentindo. E eu não minto nunca: só omito a verdade de forma a me favorecer algumas vezes.

Mas acho que o título deste filme já diz muita coisa. Não adianta querer ser aquilo que não se é. Não adianta querer fazer várias coisas super legais para agradar aos outros se aquilo está te desagradando tanto. Se você precisa fazer, se há uma compensação, ok, faça, mas busque o equilíbrio. Seja o que você quer ser, seja o que você nasceu.

Isso é ser Louka: é ser o que você é e ter coragem pra isso. É ser, sim, atriz, advogada, blogueira, escritora… É ser tudo ao mesmo tempo agora! Seja o que você quer ser, seja o que você é e seja feliz! Seja Louka!

Deixe seu comentário