Sem Rótulos!

Em 11 set 2018

Rótulo: significa, segundo o oráculo Google, toda e qualquer informação referente a um produto que esteja transcrita na sua embalagem. Hum… Você é um produto? Ainda bem que não! Ufa! Pensei que eu estivesse tão louca a ponto de conversar com objetos inanimados! De posse desta informação, eu te peço: sem rótulos, por favor!

Coisa cafona essa história de ter que se encaixar num rótulo, né? Pensei que, em pleno século 21, a gente não precisasse mais falar sobre isso. Afinal, a gente é tão múltiplo hoje em dia! A gente não precisa mais caber em uma só carreira, não precisa mais fazer uma coisa só, nem gênero precisa mais ter se não quiser!

Acho o máximo esta multiplicidade! Daí os mais chegados dirão: “claro, né, Andrea, você é geminiana, o signo mais múltiplo do zodíaco!”

Não é de signo que eu estou falando, senão entraria em mais um rótulo: é sobre a capacidade de fazer várias coisas e de ser várias ao mesmo tempo que eu falo aqui. É da dignidade de se aceitar como um ser múltiplo!

Até os personagens da dramaturgia são assim hoje em dia! Uma hora o vilão é tão mau que você tem vontade de dar na cara dele, mas daqui a pouco ele pode mostrar a história difícil da vida dele e virar o mocinho: daí você tem vontade de convidá-lo pra tomar um chá com torradas na sua casa! Vê se pode! Tá duvidando? Então veja aquele filme (maravilhoso!) chamado “Três anúncios para um crime” que você vai entender o que eu estou dizendo.

É por isso que eu tenho uma certa preguiça, em pleno século 21 (repito!) em querer me entender ou entender o mundo como uma coisa só!

Nas minhas profissões, por exemplo, foi um pouco demorado pra que compreendessem que eu sou atriz e advogada, sim. Profissões aparentemente antagônicas, haja vista que uma preza pela seriedade e outra pelo humor, mas que, no meu caso, têm o entretenimento como ponto de convergência, pois esta é a área que eu atuo no Direito.

Demorou pra entenderem que eu podia ser as duas coisas e que nada disso me atrapalhava, muito pelo contrário: dada a área que escolhi, as profissões andavam bem unidas. O problema não estava em mim. Sabe onde estava o problema? Na cabeça das pessoas, pois elas é que gostavam de colocar rótulos nas coisas: ou é atriz, ou é advogada. Cafona isso, hein? Cafona.

Nós mulheres então… Damos um baile nessa história! Podemos ser muitas, sempre: empreendedoras, alunas, mães, arrimos de família, musas fitness… Como eu disse, o problema está nos outros e não em nós.

Por isso, amiga, se você tem um talento escondido aí e acha que colocar isso pra fora vai atrapalhar a sua “imagem”, esquece! Coloca esta Tina Turner pra sambar na cara da sociedade e vai ser feliz, porque de rótulo o supermercado já está cheio! E o mais importante: você não está na prateleira! Fica a dica!

Bjs!

By Andrea Nascimento

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