Síndrome da Impostora: Quem Nunca?

Em 14 ago 2018


Sabe aquela insegurança que dá quando a gente vai fazer algo novo? Aquela sensação de que tem sempre que fazer mais porque não é boa o suficiente? Aquela neura de que em algum momento vão descobrir que você é uma fraude? Tá com síndrome da impostora, amiga? Bem-vinda ao clube!

Calma, não surta! É normal! Todas nós mulheres, independentes e donas do próprio destino, já sentimos isso em algum momento da vida! É aquela sensação de que não damos conta do recado, sabe? De que não somos tãaaaao competentes quanto pensam e de que, em algum momento, vamos ser descobertas. Daí a gente começa a imaginar que o que deu certo foi sorte e que, pra que a sorte permaneça, a gente tem que se matar de trabalhar ao maior estilo workaholic de ser!

A verdade é que esta coisa de se sentir uma impostora acomete muitas mulheres bem-sucedidas ou que estão trilhando um caminho de sucesso e reconhecimento. A gente sempre acha que tem que estudar mais porque ainda não tá pronta, que tem que trabalhar mais horas porque ainda não fez o suficiente, ou que tem que abrir mão de alguma coisa pra dar conta de uma tarefa.

As mulheres, pra variar, são as mais acometidas por este mal. Mas por quê? Simples: porque vivemos num mundo machista, que melhorou muito, é verdade, mas que ainda preserva, infelizmente, seus valores e julgamentos patriarcais. Nós, mulheres com mais de 30 anos, fomos acostumadas a sermos elogiadas não por nossa capacidade de fazer conta de matemática, mas, sim, por quão belas e bem arrumadas nós somos. A menininha de rosa e flor no cabelo sempre foi mais elogiada do que a descabelada que jogava futebol bem pra caramba. Daí aquela sensação de que temos que provar o dobro e de que temos também que fazer o dobro para sermos realmente boas. E ainda tem o agravante de que a gente ainda ganha menos que eles, porra!

Desculpe o palavrão, mas foi inevitável. É que nunca fui a menininha de rosa e flor no cabelo.

Portanto, sabe o que eu digo pra você? CHE-GA!

Sabe por quê? Porque na maioria das vezes, estas crenças limitantes estão na sua cabeça! É o medo de fazer alguma coisa nova, é o receio de sair da zona de conforto, é a insegurança que bate quando você tem medo do que os outros vão pensar. Ou seja: é medo.

Imagine eu, por exemplo: quantas vezes me senti insegura sobre o julgamento dos outros sendo uma atriz que faz comédia e uma advogada atuante em Propriedade Intelectual ao mesmo tempo? Você acha que eu não tive medo? Lógico que tive! Mas se eu tivesse deixado este medo do que os outros iriam dizer ou pensar de mim me tomar jamais eu teria seguido o meu caminho e não estaria escrevendo esta coluna pra você aqui hoje! Jamais eu estaria em paz hoje fazendo duas coisas que eu amo: interpretar e advogar!

É mais sobre a coragem de ser quem você é e fazer o que tem que ser feito sem se importar muito com o que os outros vão dizer, sabe? Ou seja: é dizer aquele f*da-se bem sonoro pra todo mundo ouvir em alto e bom som! Viu como eu fui fofa desta vez e disfarcei o palavrão com um *? Fofo, né?

Mas como lidar com esta “síndrome” que só está dentro da nossa cabeça? Não tem muita saída: é dar a cara a bater! Tirando aqueles casos nos quais a pessoa precisa de ajuda profissional mesmo, seja de um coach ou de um terapeuta, o caminho é dar uma de louca mesmo, é colocar a cara no sol, é libertar aquele Pablo Vittar que existe dentro de todas nós pra gritar na cara da sociedade e dizer: “Quem manda nisso aqui sou eu!”

Portanto, quando tiver medo, lembra daquele post que circula no Instagram: vai com medo mesmo, gata! Se joga! Dê a louca!

Bjs!

By Andrea Nascimento

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